

O primeiro semestre de 2026 chegou ao fim e, com ele, a oportunidade de olhar para trás com senso crítico e para frente com planejamento. Na Sarapuí, o balanço dos últimos seis meses é marcado por conquistas concretas, expansão em mercados estratégicos e, principalmente, por uma leitura atenta das transformações que estão redesenhando a indústria de embalagens.
Nos meses de abril e maio, marcamos presença em eventos e premiações que reforçam o reconhecimento do nosso trabalho. Fomos reconhecidos no Prêmio Embanews, com vitórias em design estrutural e funcionalidade, e no Prêmio Sindusfarma de Qualidade, na categoria “Material de embalagem – cartucho”. Cada um desses prêmios é resultado de um esforço consistente da nossa equipe e da confiança que os clientes depositam no nosso trabalho.
Celebramos, em maio, os 78 anos da Sarapuí, uma data que nos lembra que sobreviver no mercado gráfico por quase oito décadas exige coerência, inovação e parcerias sólidas. E por falar em parcerias, também estivemos presentes no Open House Masipack, uma oportunidade valiosa de aproximação com o mercado e de apresentação das nossas soluções em um ambiente que valoriza a conexão entre tecnologia e negócios.
Do ponto de vista comercial, o semestre foi positivo. Conquistamos novos clientes nos segmentos farmacêutico e cosmético, setores que historicamente exigem padrões rigorosos de qualidade, rastreabilidade e conformidade. Essa expansão reflete a nossa capacidade de atender a mercados regulados com excelência técnica e capilaridade operacional.
Mas o que mais nos anima não é apenas o crescimento, mas a forma como ele acontece. Temos acompanhado de perto os movimentos do mercado e as novas demandas que emergem com força em 2026. E, a partir dessa observação, destaco três tendências que já estão moldando o presente da indústria de embalagens:
Sustentabilidade comprovada
A era do apelo ecológico genérico ficou para trás. O chamado greenwashing já não encontra espaço num ambiente regulatório mais rigoroso e em consumidores mais informados. Empresas de todos os portes estão montando estratégias sérias para tratar o tema, mas com o pé no chão: a sustentabilidade precisa ser viável economicamente.
De nada adianta ser sustentável no discurso se o custo inviabiliza a operação. O desafio real é encontrar o equilíbrio entre responsabilidade ambiental e competitividade financeira, e esse é um ponto que acompanhamos de perto.
A sensorialidade tátil
Com o avanço do mundo digital e das imagens geradas por inteligência artificial, o consumidor passou a valorizar profundamente a experiência tátil. O toque, a textura, a sensação de segurar uma embalagem bem-acabada, tudo isso ganhou nova relevância.
Além dos tradicionais hot-stamping em ouro e prata, cresceu a demanda por aplicações com cores e efeitos diferenciados, como vernizes perolizados, foscos e soft touch. O design, por sua vez, resgatou o minimalismo: áreas generosas sem cobertura de tinta, tipografias marcantes e a valorização do material como parte da identidade do produto.
Design estrutural otimizado
A busca por eficiência deixou de ser apenas sobre escolher o material mais barato. Hoje, o mercado foca na melhor condição para o sistema de embalagem como um todo. Otimizar recursos por meio do design inteligente tornou-se um diferencial competitivo.
Um bom exemplo disso é o trabalho que nosso time de P&D tem realizado em projetos com berços estruturais internos feitos de papel cartão, desenvolvidos para travar frascos, bisnagas de cosméticos e ampolas farmacêuticas, eliminando a necessidade de berços plásticos ou de espuma. É uma solução mais limpa, mais sustentável e que entrega o mesmo resultado funcional, ou até melhor.
O primeiro semestre foi de construção. O segundo semestre chega com a responsabilidade de dar continuidade ao que foi iniciado, mantendo o mesmo rigor técnico, o olhar atento às tendências e o compromisso com quem confia no nosso trabalho. Estamos cada vez mais preparados para o futuro, com processos sólidos, equipe qualificada e a certeza de que o mercado de embalagens segue em movimento. E a Sarapuí segue com ele.
Danilo Storti Garcia, Diretor Geral da Gráfica Sarapuí